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A cultura como produto: publicidade, entretenimento e capitalismo

  • Foto do escritor: oquengmcontaa
    oquengmcontaa
  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura

 O capitalismo não é apenas um modelo econômico, é também uma forma de cultura. Ele atravessa nossas relações, influencia nossos valores, molda nosso modo de vida e até define o que entendemos como certo e errado.

Essa lógica econômica também se reflete na maneira como consumimos e nos relacionamos com marcas. A publicidade, nesse contexto, vai além do consumo: ela tem um valor social. É por meio dela que temas importantes ganham visibilidade e entram na agenda pública, debates sobre modelos de corpo, relações homoafetivas e outras formas de diversidade muitas vezes chegam primeiro à sociedade através de campanhas e propagandas. Quando a Dove afirma que “beleza é ser de verdade” ou quando uma campanha de shampoo aborda questões de gênero, essas mensagens saem da tela e provocam conversas reais no dia a dia. A publicidade funciona como um catalisador de discussões sociais, mostrando que diversidade e representatividade não são apenas ideais, mas experiências que impactam positivamente a sociedade.

Cultura moldada pelo econômico

No capitalismo, consumo e identidade se entrelaçam. O que compramos, assistimos e vestimos deixa de ser apenas escolha pessoal para se tornar uma forma de expressar quem somos. Mas, mesmo dentro dessa lógica de mercado, a publicidade desempenha um papel social: ela transforma pautas culturais em debates visíveis, criando impacto positivo.

Exemplos recentes mostram como marcas incorporam diversidade e inclusão em suas campanhas:

  • Dove promove autenticidade e diferentes padrões de beleza.

  • Skol, antes criticada por campanhas machistas, reposicionou sua comunicação para pluralidade e inclusão.

  • Natura aposta em diversidade de corpos, idades e gêneros como parte central de sua narrativa.

  • Netflix amplia vozes diversas em suas produções, alcançando públicos variados e fomentando representatividade.

O processo é cíclico:

  1. A sociedade demanda novas pautas.

  2. As marcas incorporam esses discursos em campanhas.

  3. A mídia amplia e transforma em narrativa cultural.

  4. A sociedade consome, internaliza e retroalimenta o ciclo com novas expectativas.

Dessa forma, diversidade, representatividade e inclusão entram em cena não apenas como avanços sociais, mas como estratégias de construção de identidade cultural. Mesmo sendo lucrativa, a publicidade pode gerar impacto social real, promovendo debates essenciais e tornando visíveis experiências diversas que transformam a sociedade



Referências



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